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  • 01/08/17 | 10:50:50
  • AJUNTAI TESOUROS ETERNOS
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 “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lucas 12. 20,21). Com base nesta parábola que Jesus relatou, vem a pergunta. Porque Jesus chamou este homem de louco? Afinal ele tem características muito boas, veja: Ele era um homem abençoado - O campo de um homem rico produzira com abundância v16b... Ou seja, este homem era rico e além de ser rico o campo dele produziu com fartura, tudo isso não é pecado, pelo contrário é uma benção de Deus.

Este homem não era louco por causa da riqueza, nem por causa da abundância... Tinha uma preocupação... e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos v.17... Ele tinha um problema por causa da abundância, ele iria perder parte da sua benção por falta de onde guardar, então ele pensava o que iria fazer para não perder. Coisa de gente inteligente, como aliás todos somos nós, com certeza faríamos a mesma coisa, pensaríamos como não ter prejuízo. Isso também não é pecado, nem loucura...

Então porque Jesus o chamou de louco?

Claro que ele não era louco por ser rico, inteligente e precavido, isso são características de pessoas abençoadas. Porém Jesus o chamou de louco por um único motivo, que homem revela ao dizer: e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te v.19b... Sim, ele era louco porque quis satisfazer a sua alma com os bens materiais. Ele esqueceu da sua alma e dos tesouros eternos que suprem as necessidades da alma, dando paz, perdão, vida, salvação eterna...

Em nossos dias, também, há tantas pessoas que só se preocupam com os bens materiais e esquecem o principal, os bens celestiais, como o homem da parábola... Oh! Como é dolorosa e pesada, para muitos a riqueza! Vem a morte, e depois? Eis o que é necessário prever, prevenir e preparar... Você tem esta preocupação?!

A estupidez desse homem consistiu em ter posto a sua esperança, o seu fim último e a garantia da sua segurança em algo tão frágil e passageiro como são os bens da terra, por abundantes que sejam... A legítima aspiração de possuir o necessário para a vida, para a família e o seu normal desenvolvimento, não deve confundir-se com o afã de ter mais a todo o custo e zelar só por isso. O coração, os olhos do cristão hão de estar sempre voltados para o Céu, nas coisas eternas... Para quem está seguro de que o Senhor Deus é o seu provedor, saberá ser feliz com muitos bens ou com poucos.

Jesus nos lembra: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las. Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês...” (Mateus 6.19-20).