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Polícia 10/04/18 | 08:58:12
Fonte/Autor: Publicado por Endrio Francescon - Foto: Divulgação
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  • Caçadorense tortura e mata ex-companheira em Itajaí
  • Priscila Fernandes de 24 anos teve quatro dentes arrancados antes de ser morta

A casa de número 60 da rua Alexandre D´Ávila Baptista, na Murta, em Itajaí, foi palco de uma tragédia na manhã de ontem (9). A caixa de mercado Priscila Fernandes, 24 anos, foi cruelmente assassinada pelo ex-marido André Luis Chaves, 29, que se matou em seguida com um tiro na testa. Antes de ser morta, ela foi torturada e teve quatro dentes arrancados.

Os corpos foram encontrados por volta das nove horas da manhã. A irmã, 15 anos, dormia no quarto ao lado. Ela chegou a ouvir barulhos, mas diz que não soube distinguir o que era.

Após se levantar, percebeu que tinha algo errado no quarto da irmã, pois viu o vulto do cunhado. Ela conta que não sabia que os dois já estavam mortos e ligou para os pais avisando que o ex-cunhado estava dentro na casa.

Os pais moram na Vila Operária e chamaram a polícia. A PM encontrou os corpos e chamou os bombeiros. "Quando a gente abriu a porta do quarto, tinha sangue escorrendo pra baixo da cama", recorda a irmã.

Priscila levou vários tiros: no braço e na mão direita - o que dá entender que tentou se defender. Mas o tiro fatal foi na cabeça.

DENTES ARRANCADOS 

André torturou a ex-mulher. Além das marcas de violência, quatro dentes foram arrancados e jogados no quarto. Priscila estava deitada de barriga para cima. Já André estava caído no chão, ao lado da cama, de bruços, com uma bala no crânio. O revólver calibre 32 foi encontrado no chão, ao lado do corpo.

A principal suspeita é de feminicídio. Segundo a menina de 15 anos, eles estavam separados há cerca de dois meses, após sete anos de relacionamento. André não aceitava o fim e vinha ameaçando matar Priscila. O casal se conheceu em Caçador, no oeste do estado, onde André nasceu.

INVESTIGAÇÃO

"Não dá para afirmar com 100% de precisão que ele matou a esposa e depois se matou. A perícia é quem vai apontar. Mas toda a cena do crime indica isso", explicou o tenente Eduardo Espíndola, da PM de Itajaí.

Na casa não havia sinais de arrombamento, por isso a polícia suspeita que André tenha entrado logo após o filho de Priscila, de nove anos, ter saído pra escola.

Hoje faria um mês que Priscila estava de casa nova. Priscila já tinha iniciado um novo namoro e estava tocando a vida. "Ele sempre foi agressivo e possessivo com ela", conta a irmã. André e Priscila tinham se visto na quinta-feira passada, quando ele esteve na casa para pegar algumas roupas e "ver se a mulher estava bem".

Desde a separação, ele tinha voltado a morar com a mãe, em Caçador, e estava desempregado. A irmã da vítima acredita que ele já vinha planejando o crime. "André já tinha na cabeça. Veio aqui só pra fazer aquilo, porque foi muito rápido", opina.

Com informações de Diarinho