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Política 19/05/17 | 11:06:37
Fonte/Autor: Endrio Francescon/Departamento de Jornalismo Rádio Vitória/G1 - Foto: G1 SC
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  • Confira o áudio de Temer pedindo para manter compra de silêncio
  • O conteúdo foi liberado à imprensa na noite desta quinta-feira, 18

A crise que preocupa o governo teve inicio na noite de quarta-feira (17), quando o Brasil foi surpreendido com uma notícia publicada no site do jornal ‘O Globo'.

A reportagem trazia a informação de que Temer teria ouvido de Joesley Batista, um dos donos da JBS, que o empresário estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que os dois permanecessem em silêncio na prisão. Temer, então, segundo o jornal, disse: "Tem que manter isso, viu?".

O arquivo de áudio tem duração de 39 minutos com conversas entre um dos donos da JBS, Joesley Batista, e o presidente Michel Temer. Em muitos trechos da gravação, não é possível entender o que os dois falaram no diálogo.

Em um momento da conversa, Joesley Batista afirma que está "segurando" dois juízes responsáveis por um processo do qual é alvo. Logo depois, o empresário diz que recebia informações privilegiadas de um procurador que integrava a força tarefa do processo. Pelo áudio, não é possível precisar sobre qual procurador o empresário se refere.

Joesley é investigado na operação Greenfield, que apura irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. Vamos ouvir o trecho em que Michel Temer pede para que seja mantida a compra do silêncio de Cunha e Funaro.

O presidente da república afirmou ontem (18) no Palácio do Planalto que não teme delação e que não renunciará. O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, autorizou abertura de inquérito para investigar Temer, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

As revelações do jornal geraram reações imediatas no Congresso Nacional, a ponto de os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), encerrarem as sessões desta quarta nas quais estavam sendo discutidos projetos.

Além disso, tanto parlamentares da oposição quanto da base aliada passaram a defender a saída de Temer por meio de renúncia ou impeachment. Pela Constituição, se o presidente renunciar ou sofrer impeachment, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assume interinamente a Presidência e tem de convocar novas eleições.